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Tuesday, November 13, 2007

Teddy Geiger - Underage Thinking


Artista: Teddy Geiger
Lançamento: 21 de Março de 2006

Com apenas 17 anos, Teddy Geiger lança um dos discos que mais rodei em 2006. O que impressiona é que Geiger não só intepreta, como assina a composição de quase todos os temas do disco. Quando não está sozinho na composição, Geiger alia-se a nomes como Billy Man e Christopher Rojas, talentosos compositores nova-iorquinos habituados a compor para as estrelas mais proeminentes da indústrica discográfica actual, e que assinam também a produção do disco. Com um estilo pop/rock de fácil digestão, mas assente em linhas criativas muito clássicas e próximas do rock mainstream tradicional, Geiger consegue uma coerência muito forte por todas as 12 músicas do disco, num exercício de maturidade de difícil compreensão para alguém tão novo. Destaque para For You I Will (Confidence), These Walls, e A Million Years. As duas primeiras foram lançadas como singles.

Shawn Mullins - 9th Ward Pickin' Parlor


Artista: Shawn Mullins
Lançamento: 2006

Desde que chegou à fama mundial com Lullaby, em 1998, incluído no álbum Soul's Core, Shawn Mullins tem-se mantido fiel ao seu estilo de folk rock americano, com influência country. A sua descomprometida composição e os seus arranjos simples, tornam cada disco de Shawn Mullins um exercício de descontracção. Embora nunca tenha conseguido suplantar o êxito de Soul's Core, não deixa de ser verdade que Mullins se emprega a fundo em cada disco. E 9th Ward Pickin' Parlor segue essa linha. Com dois singles de relativo sucesso, Beautiful Wreck e Find Love, parace que Mullins não consegue ir mais longe, não por falta de qualidade, mas talvez por falta de divulgação. Em Portugal não me lembro de ouvir Beautiful Wreck uma única vez nas rádios.

Por todo o disco, Mullins exercita-se por entre os universos Folk rock, mantendo sempre um alinha adulta contemporânea bem forte. Exemplo disso é a superior rendição de The House Of The Rising Sun, o clássico imortalizado pelos The Animals em 1964. Mullins consegue manter, assim, uma audiência eclética e bastante fiel ao seu repertório.

Sunday, November 11, 2007

Richard Ashcroft - Keys To The World


Artista: Richard Ashcroft
Lançamento: 23 de Janeiro de 2006

Keys To The World continua fiel ao estilo de Ashcroft, podendo fazer parte também de qualquer discografia dos The Verve, a banda que o tornou famoso. Volta a seguir a linha alternativa indie que sempre o caracterizou, com melodias simples, superiores orquestrações da London Metropolitan Orchestra, que entram em oito das dez músicas do disco, e instrumentais seguros. A potência de arranque de Why Not Nothing parece contradizer todo alinhamento posterior, onde Music is Power, Break The Night With Colour, Words Just Get In The Way e Why Do Lovers brilham a alta intensidade no habitual registo de Ashcroft.

Chris Potter volta a ser o produtor de serviço, como em todos os discos a solo de Ashcroft, bem como em alguns dos The Verve, o que demonstra a vontade de manter a mesma linha orientadora de sempre. Os resultados estão lá em mais um excelente disco.

Saturday, November 10, 2007

Keane - Under The Iron Sea


Artista: Keane
Lançamento: 12 de Junho de 2006

Seria possível fazer melhor do que Hopes & Fears? Provavelmente não. Mas também não deve ter sido com essa pressão que os Keane entraram em estúdio para gravarem este segundo disco. Mantiveram-se completamente fiéis ao seu estilo, excepção feita a Is It Any Wonder que mais parece um tema dos U2, embora não tão mau como o quiseram fazer parecer. Mas a fórmula está lá. Algumas das músicas já tinham sido testadas ao vivo na tournée de Hopes & Fears, como Hamburg Song, Nothing In My Way e Try Again. A boa receptividade deu razão aos Keane. Continuavam no bom caminho. Aliás, Tim Rice-Oxley aproveitou esta extensa tournée para compor mais de 50 músicas de onde saíu o alinhamento de Under The Iron Sea.

O que é inegável é que toda a ambiência em Under The Iron Sea reflecte o mau estar que a banda atravessou entre o primeiro e segundo disco. As letras não negam esta particularidade. Já Strangers, o DVD que saíu entre os dois discos, mostrava alguma dessa fragilidade emocional com que os Keane se depararam com a súbita fama. Mas, no final, parece ter contribuído para fortalecer ainda mais este trio, que continua, sem guitarras, a fazer um som rock stadium absolutamente único.

Josh Rouse - Subtitulo



Artista: Josh Rouse
Lançamento: 21 de Março de 2006

Sexto álbum de originais de Rouse que acompanha a sua mudança de residência para Espanha. E talvez seja esta a razão do ambiente ainda mais calmo em comparação com Nashville, o seu registo anterior. Subtítulo apresenta registos mais europeus em Rouse, não esquecendo as suas raízes no folk indie americano. Quiet Town e Summertime são bons exemplos da vida mediterrânica que Rouse agora leva e que o inspira. Rouse parece bem consigo próprio nesta ambiência e embora Subtítulo não tenha os rasgos emocionais de outros trabalhos, demonstra uma faceta criativa mais relaxada e positiva. It Looks Like Love parece ser o tema orientador em termos mentais de toda a estrutura do disco. Rouse reencontra-se psicologicamente. Dois temas em espanhol, La Costa Blanca e El Otro Lado, carimbam em definitivo o seu estado de graça em terras espanholas.

Jackie Greene - American Myth


Artista: Jackie Greene
Lançamento: 14 de Março de 2006

American Myth foi o primeiro disco que conheci de Jackie Greene. Fiquei logo cliente. Cantor, autor e multi-instrumentalista, Greene assume sem complexos uma variedade de influências do folk rock americano, salta à vista Fogerty ou Dylan, passando pelo rock mais puro ao estilo dos Rolling Stones, não esquecendo os temas acústicos. Para além do majestoso Supersede, no qual Greene nos brinda com 10 minutos do mais puro folk americano, destaco Love Song 2:00 AM, uma balada acústica que mostra muitas das potencialidades melódicas de Greene, e So Hard To Find My Way, acompanhada de uma secção de sopro. O disco conta com a produção de Steve Berlin dos Los Lobos, que ajuda na orientação bluesy e folk que o disco por vezes assume.

Wednesday, November 07, 2007

The Elected - Sun, Sun, Sun


Artista: The Elected
Lançamento: 24 de Janeiro de 2006

Este é o segundo disco da carreira dos Elected, e o primeiro que conheci. A familiaridade das músicas e da sonoridade causou-me imediato impacto. Estamos perante um daqueles discos que deixamos a tocar repetidamente e, ao fim de três ou quatro audições, já estamos viciados. O som indie dos Elected é contagiante. Would You Come With Me, Not Going Home ou I'll Be Your Man, deveriam ter tido honras de maior exposição e airplay. Sun, Sun, Sun foi dos discos que mais prazer me deu descobrir em 2006.

Foi quando aprofundei um pouco mais os meus conhecimentos sobre os Elected que descobri que dois dos seus elementos fazem também parte dos Rilo Kiley, uma banda que já conhecia, mas que também passei a dar mais atenção. A voz de Blake Sennett é mais proeminente nos Elected, já que nos Rilo Kiley partilha a vocalização com Jenny Lewis. Talvez seja por isso que prefiro os Elected. Aconselho muito esta banda e vou passar a estar bastante atento aos próximos lançamentos.

Monday, November 05, 2007

Corinne Bailey Rae - Corinne Bailey Rae


Artista: Corinne Bailey Rae
Lançamento: 24 de Fevereiro de 2006

O disco de estreia de Corinne Bailey Rae começa com Like A Star. E é precisamente com esse estatuto que ela chega ao mercado discográfico inglês, ocupando durante largos meses os primeiros lugares. E se a mensagem do segundo single era Put Your Records On, então foi o que fiz, e ouvi repetidamente o disco de estreia desta inglesa. É um trabalho acústico soul notável, e a revelação de uma voz suave e harmoniosa que me acompanhou vários momentos.

Todo o disco é musicalmente coerente na interpretação, arranjos e instrumentalização. Corinne mistura o melhor do soul acústico com novos elementos de chill e electrónica, numa suave mistura, elegantemente produzida. Destaque ainda para Trouble Sleeping e I'd Like To, os restantes singles extraídos. Com mais de 700.000 cópias vendidas, foi o décimo terceiro disco mais vendido de 2006 em Inglaterra.

Friday, November 02, 2007

Gotan Project - Lunatico


Artista: Gotan Project
Lançamento: 10 de Abril de 2006

É fácil gostar dos Gotan Project. E daí talvez não...É esta dificuldade de compreensão da mistura de tango com electrónica que provoca esta sensação inicial de não sabermos muito bem se gostamos ou não. Confesso que tive de ouvir algumas vezes Lunatico até começar a ficar viciado na sonoridade. São talvez poucas as pessoas que que se sentem imediatamente contagiadas pelos ritmos do tango de Buenos Aires, misturados com downbeats e upbeats electrónicos. Mas certo é que ninguém fica indiferente e, eventualmente, todos acabam por gostar. Hoje, sou fã incondicional desta banda parisiense e anseio por novos lançamentos.

A originalidade dos Gotan Project faz com que as suas músicas sejam requisitadas para séries de televisão como Nip/Tuck ou Sexo e a Cidade, para além de filmes e documentários.

Edwin McCain - Lost In America


Artista: Edwin McCain
Lançamento: 11 de Abril de 2006

Lost In America é o sétimo álbum de originais de Edwin McCain e, claro está, não recebeu as melhores críticas nos EUA, embora os dois singles Grammercy Park Hotel e Truly Believe, tivessem uma boa performance nas rádios. Tudo porque McCain foi criticado pelo som demasiado mainstream e radio-friendly de Lost In America. Não posso discordar mais. Por todo o disco, encontramos referências ao popular som rock americano, de Springsteen ou Fogerty, tão difícil de encontar hoje em dia. Tudo devidamente arrumado no seu sítio.

Ouço Lost In America com muita frequência e consigo encontrar uma mistura de rock, blues, folk e country. McCain prova que está em grande forma na composição e mantém os arranjos simples e as instrumentalizações puras. Recorre a algumas técnicas vocais, mas no conjunto, é uma produção crua tocada oa vivo no estúdio. Para os apreciadores da herança do bom rock tradicional americano.

Thursday, November 01, 2007

Donavon Frankenreiter - Move By Yourself


Artista: Donavon Frankenreiter
Lançamento: 06 de Junho de 2006

Donavon Frankenreiter conheceu Jack Johnson enquanto surfista. Pouco tardou para que cimentassem uma amizade que ainda hoje os une e que teve influências recíprocas na música de ambos. Se Johnson atingiu o estrelato mais cedo e um reconhecimento planetário, Frankenreiter ainda não chegou a esse patamar mas não por falta de qualidade ou inferioridade face aos trabalhos de Johnson. Move By Yourself é um bom exemplo disso.

O homónimo disco de estreia de Frankenreiter tinha sido lançado na Brushfire Records de Johnson e reflectia toda a influência deste nas sonoridades, arranjos e produção. Move By Yourself, editado pela Lost Highway Records, editora de, entre outros, Ryan Adams, já revela uma sonoridade mais distante das simplicidades de Johnson, com arranjos e orquestrações mais complexas. Frankenreiter parece ter encontrado o seu próprio espaço, num ambiente mais funky, mas carregado do positivismo das ondas do mar. Um fantástico exercício de composição, homogéneo e deliciosamente fácil de ouvir.

Thursday, December 07, 2006

James Morrison - Undiscovered


Artista: James Morrison
Lançamento: 31 de Julho de 2006

Quem não ouviu You Give Me Something esteve fora do Planeta Terra durante o ano de 2006. Talvez das músicas mais bem conseguidas do ano, que catapultou James Morrison para a liderança de tops a nível internacional. A estreia não podia ser mais feliz. Undiscovered revela um músico pleno de talentos. A par do primeiro single, Undiscovered revela ainda The Pieces Don't Fit Anymore, Wonderful World e Undiscovered que acabariam por rodar em airplay e em séries televisivas. Morrison consegue o feito quase exclusivo de tornar a sua voz reconhecível aos primeiros acordes, algo ao alcance de muito poucos.

Fui descobrindo Undiscovered single a single até ouvir o disco todo. Não consigo encontrar uma faixa má, mal conseguida ou mal produzida. Morrison esmerou-se a todos os níveis para conseguir um produto final que nos acompanhe no dia-a-dia com suavidade. São discos destes que merecem o que custam e que justificam o investimento. Como para outros artistas, resta-me a mágoa existencial de temer pelo próximo disco. Quando a fasquia é muito alta...